Avaliando minha cabeça de gorda


Falei sobre as motivações que me levaram a buscar um tratamento com hipnose para  emagrecer AQUI.

E lá fui eu, feliz e contente de verdade para a minha sessão de avalição. O Leandro já havia dito que iríamos bater um papo para nos conhecermos. Extremamente simpático e, principalmente, empático. Ele entendia exatamente o que eu queria dizer e me acolhia muito. Abri meu coração, falei das vezes em que comia até me empanturrar. Contei que passei mal na última noite da minha lua de mel, de tanto que comi. Enfim, fui contando e tentando processar uma série de coisas que a gente acaba só percebendo quando fala em voz alta – e, principalmente, quando outra pessoa aponta para a gente. Em 40 minutos, ele me mostrou que eu disse 4 vezes “eu sou assim” ou “essa sou eu”. Achei muito significativo e passei dias pensando na imagem que eu eventualmente fazia de mim mesma. Quando é que eu me aceitei como uma pedra, como alguém parada que não vai atrás do que quer?

Na-não. Eu sou a Thaise e nunca na minha vida deixei algo barato ou desisti de algo que eu quis muito. Não vai ser diferente agora.

Não fui só eu quem falei. O Leandro também falou muito e me deu lição de casa. Eu teria 4 regras de ouro, uma vez que a ideia é emagrecer sem sofrer, reprogramando meu modus operandi.

  1. Comer quando tiver fome.

Parece óbvio, mas creiam…não é. Eu e muitas pessoas comemos por hábitos, por associação (eu preciso mastigar quando estou vendo TV, por exemplo) ou caímos em opostos: não comemos nada tentando emagrecer. Então a minha primeira regrinha é não passar fome, o que inclui uma das coisas mais difíceis para um ansioso: distinguir a fome real de fome emocional. E de sede, claro. Mas sede é mais fácil, só beber água. Então, se eu tive fome, bebi água e continuo com fome devo parar e prestar atenção se quero mudar meu estado. “Estou nervosa? Estou ansiosa? Estou calma? Estou entediada? Quero mudar como estou me sentindo?”.

2. Prestar atenção na comida do início ao fim.

De novo, parece bobo mas é outra coisa que eu não faço. Cuido sozinha de duas crianças durante o dia. A coisa mais comum da minha vida é engolir qualquer coisa que eu chame de almoço às 16h, na velocidade supersônica que é o que os bebês normalmente permitem. Rolei de rir quando o Leandro me disse que gordo pensa em comida o tempo todo, menos quando está comendo. Me calou fundo. Eu sou assim. Quer dizer, eu não sou assim. Eu fiquei um tempo. Eu não sou uma pedra estática, eu posso mudar. Viram como eu realmente faço isso O TEMPO TODO? Enfim, técnica para que eu aprenda a fazer isso: descobrir sempre alguma coisa nova mesmo quando estiver algo que estou habituadíssima a comer. Prestar atenção ao perfume, à textura, se está mais temperado do que normalmente, se tem cebola ou alho no tempero, enfim. Tudo isso para que meu cérebro possa entender que estou satisfeita.

3. Parar de comer quando estiver satisfeita.

Ou seja, quando eu ACHAR que posso estar satisfeita porque o cérebro tem um delay para perceber isso. Ele me instruiu a parar de comer, esperar 10 minutos e ver se a fome passou ou se continua. Se eu continuar com fome, estou mais do que liberada para comer de novo. Achei interessante porque eu emendo refeição-na-sobremesa-assim-super-em-seguida. E nos primeiros dias em que eu fiz isso, já abri mão do meu doce.

4. Comer o que quiser comer.

Está com fome? Leandro me disse que devo comer exatamente o que eu quiser comer, mesmo que seja, por exemplo, chocolate. A lógica me fez muito sentido: quando você está com vontade de alguma coisa, não adianta comer outra. A minha mãe sempre me mandava comer uma maçã quando eu estivesse com vontade de comer doce – e acho que por causa disso tenho um pouco de birra com a coitada da fruta até hoje. Enfim, Leandro me disse que se eu tiver vontade de chocolate e tentar me enganar, vou acabar comendo uma cenoura, uma barrinha de cereal, uma banana…até que finalmente chegarei no chocolate pois nada irá me saciar. Se eu for direto ao chocolate, na prática, deixei de comer outras três coisas para me satisfazer.

Estou fazendo o programa completo (já tenho 2 sessões de hipnose feitas para contar nos próximos posts!) e a ideia é mudar o meu mindset, minha cabeça, minha forma de pensar de forma que a perda de peso seja consequência dessa minha mudança subconsciente.  Não é mágica, é me ajudar a acionar recursos, inclusive o que eu acho que não tenho.

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  • January 19, 2018
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