Estomatite


Na sexta-feira recebemos um bilhete da escola informando que uma criança da sala da Catarina estava com estomatite.

Estomatite é um negócio que eu nunca tive, meu irmão não teve… a única pessoa que eu conhecia que havia tido era a minha afilhadinha. Mas eu me lembrava da minha prima dizer que era sofrido.

Fui espiar no Dr. Google para ver os sintomas: febre, feridinhas na boca, perda de apetite e muita dor. Pensei que era difícil de passar com sintomas desse tipo despercebidos e fiquei tranquila. A Catarina não tinha nada disso, estava ótima. Comentei com meu marido, falei dos sintomas e ficamos realmente muito sentidos pelo coleguinha dela, que ficaria uma semana afastado da escola em virtude do caráter contagioso. Eles adoram ir para a escola. Comentamos que era uma postura muito responsável dessa mãe, evitando expor as outras crianças ao vírus (o mais comum é mandar a criança doente para a escola, infelizmente!) e também ficamos bastante satisfeitos da escola ter dado um aviso: foi o segundo no mês, o primeiro dizia respeito a um caso de H1N1 em outra classe.

Esquecemos o assunto até hoje cedo.

Esta noite, Catarina acordou às 3h da manhã – atitude totalmente estranha para ela que dorme as noites inteiras já há muito, muito tempo. Ela deu trabalho para dormir de novo e logo pensamos que era o 2o. molar, que a pediatra havia me mostrado uma semana antes, querendo estourar.

Numa troca de fralda no meio da manhã, meu marido me chamou com a voz embargada:

-Vem aqui. Corre. Vem ver.

Eu nem precisava levantar para ver o que era. Eu sabia. Eu sabia que ele havia visto feridinhas na boca dela.

Olhamos um para a cara do outro e suspiramos. Nós sabíamos o que aquilo queria dizer, apesar de nunca termos visto estomatite na nossa frente.

-Dias difíceis virão. Se prepara…

Mandei mensagem para a pediatra dela, perguntando se era caso de correr para o PS ou se era melhor levamos a Catarina para que ela avaliasse amanhã (segunda). Enquanto ela não respondia, tiramos fotos e ligamos para o meu sogro, que é médico. Nós já queríamos tomar as primeiras medidas para que ela não piorasse.

Problema: é viral. Não tem muito o que fazer além de controlar o que é possível dos sintomas. Precisa esperar o ciclo do vírus passar, o que deve levar em torno de uma semana. Precisamos também isolá-la das outras crianças, para tentar barrar o contágio.

Ela não estava com febre, não estava amuada. Não fossem as três feridinhas, diríamos que ela estava normal. Colocamos a Catarina para fazer soneca e nos organizamos para estar na pediatra amanhã às 6h30.

Quando ela acordou da soneca, foi desesperador. Ela colocava a mão na boquinha e gritava, urrava de dor. Não parava de chorar. Não queria colo, não queria chão, não queria ficar deitada nem sentada. Eu nunca fiquei tão angustiada desde que me tornei mãe. Queria pegar aquela dor toda para mim. Chorei junto. Olhamos rapidinho e vimos que as feridas haviam aumentado de tamanho e de quantidade.

Respirei fundo, mediquei e ela melhorou. Continuou incomodada, está chatinha, mas não está desesperada. Não tem febre e não parou completamente de comer. Enquanto escrevo, o Gus está no quarto tentando colocá-la dormir. Sabemos que ela está incomodada porque está dando trabalho. Normalmente escovamos os dentes e ela vai deitar sozinha na cama dela, sem maiores problemas.

Espero que ela continue sem febre e que o pior tenha passado. Infelizmente estudei bastante biologia na escola e sei que o auge do ciclo do vírus não é no seu primeiro dia…Mas a esperança é a última que morre.

No meio tempo, tem a festinha dela de aniversário para organizar, a festinha na escola, uma eventual mudança de casa, todo meu trabalho na escola e no blog. E ainda é fevereiro, gente!

Eu juro que eu sabia que a minha filha iria pegar viroses quando entrasse na escola. O corpinho e o sistema imunológico das crianças não está pronto para essa socialização tão cedo. Mas honestamente, eu esperava umas tardes catarrentas, uns espirros e uns vômitos amarelos. Estomatite foi demais para o meu coração.

Se eu sumir nos próximos dias, vocês já sabem o motivo. No instagram e na fanpage é mais fácil de me encontrar.

Uma semana sem vírus para vocês,

Ise.

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2 Comentários

Cristiane Amorim
Responder 29 de fevereiro de 2016

Meu coração doeu aqui, melhoras p Catarina!

Ana Flávia
Responder 28 de fevereiro de 2016

Força!! :/

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