Festa de aniversário diferente


A menos que você esteja chegando ao blog HOJE sabe que eu sou apaixonada por festa. A minha, a dos outros, festa grande, festa pequena. Quando eu e minhas amigas fazemos reunião, sou sempre a primeira a sugerir salgadinhos e docinhos. Dê-me uma coxinha e um brigadeiro e faça uma criança de 33 anos feliz.  Não por nada eu era a Noiva Muito Neurótica (quem aí vai entregar a idade e contar que lembra dos meus posts da época? hahahaha) e já falei de festas várias vezes aqui no blog.

1 ano da Catarina

2 anos da Catarina

Batizado da Aurora

Entre outras. Só dar uma espiadinha por aí.

 O câncer me fez perceber que a gente nunca sabe quando estaremos todos juntos de novo. Uma amiga querida que faleceu de repente no final do ano passado me ensinou que a gente acorda de amanhã e não sabe o que pode acontecer durante o dia. Não sabemos quais são as nossas últimas vezes. Então a vida das minhas filhas será sempre comemorada. Minha família é motivo para festa todo dia!

O único porém é que, conforme as crianças vão crescendo, as festas obviamente vão sendo mais deles do que nossas. E eu realmente acho que isso deve ser respeitado. Por isso, quando a Catarina começou a falar do seu aniversário, ela foi categórica: queria os amigos da escola antiga e da escola nova, além dos seus amigos da vida.

Sabem como é, essa sua longa vida de 4 anos foi o suficiente para juntar – graças a Deus – milhões de amigos. E dá para culpar a criança por querer estar perto das pessoas que ela mais gosta no dia do seu aniversário? Não dá. Fui eu que ensinei isso para ela!

Fiz as contas mentalmente e, na prática, isso daria mais ou menos 40-45 crianças. Como criança de 3-4 anos ainda não frequenta festas sozinha, coloca dois adultos por criança na conta. Era uma festa que partiria de – atenção – 90 pessoas. Sem contar os irmãos mais velhos dos amiguinhos, os avós, os tios, os amigos do papai e da mamãe.

Minha filha estava querendo praticamente um casamento real menos de 2 meses depois do batizado da Aurora. Não deu nem tempo de recuperar o rombo orçamentário.

Não dava. Fora de cogitação.

Ficamos até bem perto do dia do aniversário dela sem saber o que faríamos da vida. E ela falando da festa todos os dias. Convidando cada amigo de pracinha que conhecia.

A madrinha dela, com 4 anos de maternidade na minha frente, sempre me falava de fazer a festa para ela e deixar pra lá os padrões de educação. Para pensar na Catarina ao invés de pensar nos outros. Para me lembrar que a aniversariante era ela e que ela não estava preocupada com os adultos que ela só viu poucas vezes na vida. Ela queria ver OS AMIGOS. E que se alguém ficasse chateado, paciência!

Na mesma época, me indicaram o PlaySpace. É um espaço que tem em alguns shoppings aqui em São Paulo. Os pais deixam a criança lá -elas AMAM ficar- enquanto faz suas compras com tranquilidade, sem pessoinha entediada. Vive cheio de programações especiais, com shows, oficinas, apresentações de mágica e fantoches. O espaço é LINDO: tem brinquedão, camarim, cozinha, casinha… E eles faziam festa de aniversário.

A proposta é festa de criança para criança: nada de adultos. Só a família próxima do aniversariante e alguns pais das crianças mais novinhas. Fiquei pensando se os pais teriam coragem de deixar os filhos lá comigo – afinal, os pais da escola nova nem me conheciam direito: fazia só 1 mês que as aulas haviam começado.

Resolvi espiar. Deixei as meninas com o Gus quando ele chegou à noite, peguei o carro e fui ver. Quando eu cheguei, estava tendo uma festinha de aniversário com crianças da idade da Catarina. Eles estavam TÃO ANIMADOS! Brincando, correndo, rindo. Sabe criança feliz? Tinha gritos, tinha palmas, tinha gargalhadas.

Voltei animada para casa, pensando que talvez os pais adorassem ter uma sexta à noite para andar pelo shopping sem aquela atenção insana que a gente tem quando anda com criança. Talvez jantar a dois. Quem sabe pegar um cineminha! Eu e o Gustavo NUNCA MAIS fomos sozinhos ao cinema depois que a Cata nasceu. Filme de adulto só na Netflix, depois que as meninas dormem. Isso se um de nós não despenca roncando no meio da história (sempre eu, admito).

Assim, eu conversei com todos os pais. Expliquei a proposta, falei da segurança. As crianças usam um tipo de um microchip dentro da roupa que apita se elas conseguirem passar por todas as portas que levam à entrada do espaço – não conseguem, é aquele esquema que só entra e sai uma criança por vez, com dois portões e um só abre quando o outro fecha. Crianças com qualquer tipo de restrição, física ou alimentar, usam pulseiras de identificação. Somente quem assinou a entrada da criança pode retirá-la. Anotei telefones de emergência de todos e fui avisando. Algumas crianças nunca haviam ficado sozinhas (sem a mãe, porque eu e o Gustavo estávamos lá) e choraram. Só uma das 40 foi efetivamente embora, as outras ficavam tranquilas quando os pais apareciam do lado de fora e davam um tchauzinho. Eles aprendiam a confiar em mim. Quando eu dizia que a mamãe ia, a mamãe ia mesmo. Então eles perdiam o medo e se soltavam.

Em termos de organização, eu e o Gustavo nos dividimos. Ele ficou lá fora atendendo os pais e eu lá dentro com a mão na massa, dando uma apoio às monitoras. Cata tem dois amigos vegetarianos e uma amiga celíaca e a moça da copa arrasou no cuidado com eles. Eu nem precisei me preocupar (muito). Mas mãe é mãe e mãe professora é pior ainda: eu fiquei espiando se eles estavam comendo direitinho, se não comiam nada que não podiam. E foi sucesso. Aqui, entre nós: num lugar assim, eles querem é brincar e por isso são feitos vários momentos de lanchinhos durante a festa. Por exemplo: durante o show de mágica era montada a toalha. Assim, eles comiam enquanto assistiam. Idem para fantoches ou qualquer outra apresentação que tivesse. Então eles faziam vários pequenos lanchinhos. Além disso, lá no fundo ficava montada uma lanchonete e eles logo aprenderam que bastava ir lá e pedir comida e bebida quando quisessem. Aliás, delicinha a comida, viu? Pude escolher massa, recheio, cobertura e decoração do bolo. Aliás, eu não, né? Porque não escolho mais nada. Foi bolo de chocolate, com chocolate, brigadeiro e a amada da vez, Moana! De salgado, comida que era fácil de pegar e andar comendo: hot dog, pipoca, coxinha, bolinha de queijo e esfiha de carne (já mencionei que eu não escolho mais nada? rs). Doces: brigadeiro, beijinho azul, bicho de pé, marshmallow, espetinhos de marshmallow, pirulitos, flores de jujuba.

Havia várias opções de oficinas e a Cata escolheu oficina de cupcake. Ela curte “cozinhar”, sabe? Ao final, cada criança levou o seu cupcake numa sacolinha, todo arrumadinho e embrulhadinho como lembrancinha para casa. Eles amaram! Ainda tinha o camarim que fazia os cabelos das crianças (achei glitter na minha filha por uns 3 dias!) e milhões de fantasias à disposição deles.

Sobre valores: óbvio que depende do número de crianças e eu tinha 40. Mas em geral, com muitas crianças, os preços se equiparam aos de uma festa escolar em buffets médios. Para poucas crianças, não tem nem o que pensar. Os valores são incomparáveis. Só que achei mais animado (as crianças brincam juntas quase que o tempo todo!) ao invés de ficarem espalhadas por um salão grande e é mais seguro (sempre tem alguém com as crianças, em oposição aos buffets que os monitores ficam nos brinquedos). Acho que para 40 crianças eu não encontraria algo tão legal num preço tão bom. Valeu MUITO a pena. Já sei de mais de uma criança que depois da festa da Cata desistiu do buffet para fazer lá… eles ficaram enlouquecidos. Encontramos amiguinhos da Cata pelo shopping depois CARREGADOS pelos pais, desmaiados. Festa boa é festa que criança dá PT, né? Tirem suas próprias conclusões:

 

 

 

As fotos maravilhosas são da Júlia Campi, do Campita Fotografia. Antes de conhecê-la, conheci as fotos dela: uma amiga querida só faz as festas dos filhos com ela. Toda vez que vamos em alguma festa dele, eu recebo chuva de fotos MARAVILHOSAS da Catarina no Whatsapp dias depois. Não importa o quão enlouquecida, esbaforida e descabelada a minha filha esteja, as fotos sempre voltam espetaculares. Você não vai achar ninguém melhor do que a Júlia para tirar fotos de crianças correndo que ficam parecendo capa da Vogue Kids, mas não só: ela faz fotos em estúdio que são de tirar o fôlego. Espiem o portfólio dela. Ela faz todos os tipos de fotos de família e arrasa muito. Assim que viram as fotos dos filhos no aniversário da Cata, outras mães já a contrataram! hahahah É sempre assim: a gente vê o filho no melhor estilo “salve-se quem puder” e aquela foto maravilhosa e se pergunta: MAS COMO? hahahaha Até porque todo mundo conhece a cria que tem. Mães de crianças que não param para tirar foto apreciam MUITO essa habilidade…rs

Acho espetacular que ela não pare nem interrompa as brincadeiras para bater foto. Ninguém merece. Leave the kids alone! As crianças precisam curtir a festa e não serem atrapalhadas. Nós adultos que precisamos nos adaptar a eles e ela consegue cliques únicos. No aniversário de 3 anos da Cata eu quase não tenho fotos dela porque ela não conseguia parar de brincar. No de 4, eu recebi mais de 100 da Júlia e quando fui mostrar a ela, ela me perguntou: “Ué, tinha fotógrafo na minha festa?”. Isso se chama perfeição. Está tudo eternizado e eu serei eternamente grata. Recomendo MUITO.

Para falar com a Júlia, você pode preencher ESTE formulário de contato, mandar um e-mail para contato@campitafotografia.com.br ou para falar com ela no whatsapp, clique AQUI.

Resumo da ópera, arrisquei uma festa diferente e minha filha ficou feliz. Ela teve tudo o que ela quis e coube no nosso bolso. Se tivéssemos feito de qualquer outra forma (e acreditem – consideramos TUDO), não teria dado certo.

Para saber mais sobre as festas no Playspace:

[ 11 ] 5093-0841

SAC 99128-4461

sac@playspace.com.br

E você, já fez uma festa alternativa? Me conta aqui nos comentários!

Beijo,

Ise.

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