Gestação do Coração


Olá pessoal do Mamaholic!

Estou muito honrada por ter sido convidada pela Thaise (essa mulher guerreira que pelo pouco tempo que conheço já admiro muitão!) para contar para vocês um pouco da minha vida, de como a adoção começou a fazer parte dela e como me tornei uma Gestante do Coração <3

Sempre tive vontade de ser mãe, mas como minha mãe me teve suuuuuper cedo (com recém-completos 18 anos)  me disse constantemente que seria bom eu terminar meus estudos, me estabilizar financeiramente, casar (claro isso não era nem é uma obrigação, mas que é bom ter um companheiro para dividir a vida…isso é!), para depois pensar em filhos. E foi assim que eu fiz. Estudei, me formei, fiz pós-graduação, me casei, me separei, conheci uma pessoa maravilhosa e “juntei as escovas” com meu Maridex Silvio.

Com ele decidi formar a minha família!

Claro, tínhamos o sonho de engravidar, mas também tínhamos de adotar.

Os anos foram passando e a gravidez biológica não chegava “naturalmente” e começamos a peregrinação nas clínicas de reprodução assistida. Exames e mais exames, fui praticamente virada do avesso, tendo tudo e ao mesmo tempo nada. Empecilhos encontrados, tratados e nada da gestação acontecer (a endometriose e alterações hormonais eram o que mais me incomodava). A gestação biológica nos brindou com seu positivo na nossa segunda tentativa de Inseminação Artificial (IA), mas infelizmente minha alegria de gerar durou 2 meses e terminou com um aborto retido. Mais 2 IA’s para o “currículo de tentante”, 1 positivo e mais um aborto.

Nesse meio tempo a ideia da adoção crescia fervorosamente na minha mente e coração. Entramos com os papeis necessários para a habilitação como pretendentes a pais adotivos e tentamos pela última vez a gravidez biológica através de uma fertilização in vitro (FIV). Já tínhamos conversado que seria o último procedimento de reprodução assistida. Eu não tinha mais força psicológica e física para prosseguir, além de financeira (sinceramente tiro o meu chapéu para as mulheres que passam por diversas FIVs e estão lá, firmes e fortes. Só quem passa para saber como é). Não deu certo, fiz poucos folículos e 1 embrião que não desenvolveu para ser implantado no meu útero.

Claro, nessa hora ficamos meio sem rumo. Questionei tudo e todos (até Deus!!). Vivi o luto e parei para rever algumas coisas em meu coração. A primeira resolução da minha vida foi que eu não precisava ter uma barriga para ser mãe (uma resolução minha, gente. Cada mulher é única e não julgo as escolhas de outras).

A partir desse momento comecei a viver a Minha Gestação do Coração, a gestação através da adoção. Uma gravidez pouco perceptível aos olhos dos outros, pouco falada e pouco vivida. Mas tudo isso tem mudado com a quebra de preconceitos no que se refere a Adoção, o acolhimento e a  discussão desse tema abertamente. Quando as pessoas assumem essa gestação perante a sociedade, é uma gestação tão linda e legítima quanto a biológica. Digo que a Gestação do Coração não é uma gestação nem melhor nem pior que a gestação biológica,são apenas diferentes. Muitas vezes vai além dos 9 meses podendo ser de anos e anos e pasmem: com algumas similaridades. Enjoos, falta de memória, desejos e por aí vai!

Ensaio de gestante

Ensaio de gestante

E como toda grávida, fiz muita amizade trocando figurinhas sobre essa forma de gestar, tanto que nos vimos despreparadas e ávidas de informação em diversos temas ligados à adoção. Por isso, no mês de Novembro, começará o primeiro Curso de Gestantes do Coração do Brasil, pensado e organizado por 2 grávidas do coração (eu e a Lu Cruz, do Blog Gravidez Invisível) mais uma psicológica e doula que vivenciou a adoção na sua família (a Ju Sell).

Essa gestação é única como todas e deve ser vivida de forma única, acolhida por todos os familiares e amigos!

priscillaPRISCILLA AITELLI é casada com o Silvio e mãe dos filhos de 4 patas Dora e Minduim. Se prepara para ser mãe através da Gestação do Coração, seus filhos virão através da adoção. Bióloga de profissão, possui outros amores como a escrita (autora do Blog Mamy Antenada), moda, tendências e artes manuais.

 

 

 

 

POSTAGENS RELACIONADAS

introdução alimentar
Por que o bebê não pode comer antes dos 6 meses?
November 20, 2017
nutricionista infantil
8 dicas para a criança comer melhor
October 26, 2017
empreendedorismo materno
A maternidade me transformou em uma profissional mais feliz
August 09, 2016
amamentacao
Curso Avançado em Amamentação
July 19, 2016
tentante
Vim de Angola para o Brasil realizar meu sonho de ser mãe
June 07, 2016
girl-797837_960_720
O verdadeiro tempo de cada criança
January 24, 2016
utineo
Perdi meu filho enquanto eu estava na UTI
January 21, 2016
professor
6 coisas que você NÃO deve dizer ao professor do seu filho
January 19, 2016
impossible
Feliz ANO NOVO!
December 31, 2015

1 Comentários

Aline
Responder 19 de outubro de 2015

Lindo, me emocionei!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos obrigatórios são marcados com "*"