Já pensou em ter seu filho nos EUA?


Depois que a Karina Bacchi divulgou essa opção, tenho recebido muitas mensagens perguntando se eu sabia algo sobre o processo. Bom, não sabia NADA… mas conversei com quem sabe! O Daniel Toledo é especialista em Direito Migratório, sócio Diretor da Loyalty Miami e presidente da ABAC – American Brazilian Association of Commerce.

Foto: Extra Online

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A grande vantagem em questão – e temos que admitir que é, de fato, uma grande vantagem – é que, nascendo em solo americano, a criança passa a ser cidadão americano, com um Social Security Number (uma espécie de CPF). Claro que, sendo americana, ela tem direito ao passaporte americano – e assim não precisa de vistos para entrar nos EUA e em vários outros países. Outra vantagem é poder estudar gratuitamente nas escolas públicas americanas… enfim, a criança goza de todos os benefícios de ser um cidadão americano. Sendo um dos pais brasileiros, ela mantém também a cidadania. Assim, fica com duas.

O custo costuma variar entre 15 e 40 mil dólares. Existem diversas clínicas – inclusive de obstetras e outros especialistas brasileiros – que fazem todo o acompanhamento, da gestação até o parto. É um processo totalmente legal pois a mãe arca com os custos de forma particular, não fazendo uso do sistema público de saúde.

As mães que têm interesse no processo precisam começar procurando um advogado que vai indicar quais os procedimentos legais. Normalmente, um advogado especializado já consegue, inclusive, indicar clínicas para a mãe. São as cínicas que vão solicitar a documentação. Para entrar nos EUA, basta ter passaporte e visto válidos.

É permitido ficar seis meses no país com o visto de turista, mas é preciso considerar que no final da gravidez não é permitido voar, então é preciso levar isso em consideração. De qualquer forma, se a família não quiser e o tempo do visto permitir, não é necessário voltar correndo ao Brasil uma vez que o bebê nasceu.

E aí? O que acham?

4 Comentários

Aline
Responder 19 de outubro de 2017

Como comentei, não existe visto para ter filho nos EUA, então as pessoas precisam obter o visto de turismo e visto de turismo é para passeio e não para programar ter filhos em um território específico. E os profissionais que passaram a explorar este mercado falam de legalidade sobre ter filhos nos EUA que de fato não é ilegal, mas acho bem duvidoso que eles conversem sobre o fato do visto e o crime na omissão do motivo da viagem. Há um bocado de reportagem de especialista de imigração explicando sobre este lance de birth tourism. Virou um comércio no país, principalmente entre Chineses e Brasileiros.

    Thaise Pregnolatto
    Responder 20 de outubro de 2017

    Todo mundo com quem eu conversei trouxe à tona a questão do visto. Não acho REALMENTE que eles escondam alguma coisa. Fora que uma maioria já tem o visto válido... Mas, como eu te disse, eu não faria. De qualquer forma, existem aí os profissionais especialistas nisso para orientar as pessoas interessadas.

Aline
Responder 7 de outubro de 2017

Um problema com o birth tourism é que ter o filho nos EUA não é ilegal, no entanto, não indicar para a imigração no momento da obtenção do visto e ou de entrada no país, que a razão da viagem é para ter o filho nos EUA, se enquadra como crime de fraude. Não existe visto para ir ao país para ter filhos, portanto, as pessoas tendem a dizer que vão a turismo com receio de serem enviadas de volta para casa ou não receberem visto se contarem o motivo real. Outro detalhe importante é que, a criança vai poder visitar o país, mas se não houver um responsável legal por ela, a criança não vai poder ter residência nos EUA até completar 18 anos.

    Thaise Pregnolatto
    Responder 16 de outubro de 2017

    As pessoas que fazem o processo bem-assessoradas, com tudo legal e certinho não tem porque temer. A ideia não é mentir at all. O atendimento particular é todo documentado, há contatos nas clinicas...enfim. Ninguém precisa mentir não...
    Eu, honestamente, não faria. Não é uma coisa que me atrai. Mas, né...tem gente que gosta! rs

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