Novo Parque da Mônica: eu fui.


Caras,

No domingo passado (6/9), fomos ao Parque da Mônica. Eu, tendo ido ao antigo inúmeras vezes no Shopping Eldorado, estava animadíssima. Emocionada até. Nunca imaginei que um dia levaria a minha filha para um lugar que eu amava tanto. Essas coisas que mexem com a nossa infância são profundas…

Confesso que fiquei muito decepcionada ao entrar. “É pequeno. E muito escuro!”. Meu marido, entretanto, acabou me apresentando um argumento que me convenceu: Eu tinha uns 11-12 anos da última vez que fui ao Parque da Mônica. Talvez estivesse me iludindo, achando que o espaço era maior do que realmente era porque eu era menor…essas coisas. Mas eu realmente me lembrava dele grande e claro…e com um escorregador GIGANTESCO por onde a gente ENTRAVA no Parque…ou seja…a chegada já era triunfal. Mas aquele era OUTRO parque, óbvio que não seria igual.

Larguei as minhas lembranças em algum lugar do meu coração e decidi curtir.

Primeiro paramos no guarda-volume para guardar o carrinho da Catarina, que levamos caso ela dormisse. Foi besteira! Pagamos R$20,00 e havia carrinhos lá, como quando a gente vai ao shopping. E no final das contas, ela nem dormiu.

bolinhas2De lá, ela viu a piscina de bolinhas do Cascão e entramos. Ali tive uma excelente impressão: a moça que cuidava do brinquedo separou as crianças por tamanho. Os pequenininhos como a Catarina entravam em uma piscina e os grandes em outra. E os pequenininhos, como ficavam morrendo de medo, tinham a chance de entrar com o papai ou a mamãe. Nossa, fiquei em êxtase. Não me lembrava dos meus pais poderem entrar nos brinquedos comigo! hahahaha Eu não tenho físico para encarar uma piscina de bolinhas, mas o papai da Catarina tirou os tênis e lá se foi. Ela aprendeu a mergulhar e andar, tirando todas as bolinhas da frente. Ela realmente se divertiu muito.bolinhas3

Fomos dar uma volta de “reconhecimento” no parque:

-Olha só, aquele brinquedo…que legal!
-Altura mínima 1,20m… Vamos procurar outro.

Isso se repetiu inúmeras e inúmeras vezes. Eram pouquíssimos os brinquedos nos quais ela podia entrar. Todos eles também tinham filas gigantescas (lembram do PlayCenter?) que de qualquer forma seriam impraticáveis para uma criança de 1 ano e meio.

Acabamos no carrossel, onde ela podia ir e acompanhada por nós para garantir sua segurança. Aliás, segurança sempre é parece ser uma prioridade: foi a primeira vez que vi um carrossel com cintos de segurança. Não sei se estou há muitas décadas sem frequentar parques, mas realmente foi uma novidade para mim.carro2carro

Problema: Acho que cabem umas 30 crianças no carrossel. E só um funcionário passa checando se está todo mundo de cinto, do lado de dentro da plataforma etc etc etc Isso significa que você coloca a criança no bicho e demora uma eternidade até que o brinquedo comece a andar. Não é um problema para uma criança de 5 anos. Mas quem é mãe sabe o que acontece com os menores de 2 anos: choro, choro e choro.

Ponto forte: Os funcionários são bem preparados. Na segunda vez que fomos com a Catarina, ela não resistiu à espera e começou a chorar muito. Tanto que não parou quando o brinquedo começou a andar. Os funcionários sinalizaram imediatamente e pararam o brinquedo para que ela (e outro bebê) pudessem descer…

Hora do almoço.

O CAOS.

Ao contrário da maioria dos lugares aonde já fui, mesas não faltam.mesas Todo mundo que quer sentar consegue fazê-lo com extrema facilidade. Existem mesas com cadeiras disponíveis em mais de um ponto do parque, em número suficiente para a turba presente. O problema são as opções de almoço: Mc Donalds ou cachorro quente. Só. Se existia outra, estava tão bem escondida que nós não conseguimos achar. Para mim e para o Gustavo, não é um problema. Nós almoçamos no Mc sem o menor problema. Gostamos até. Mas obviamente que a minha filha de 18 meses não come nem Big Mac, nem batata frita e nem cachorro quente. E aí?

Aqui vale um parênteses: o espaço família é muito bem equipado. Tem tudo o que uma mãe precisa para esquentar papinha, oferecer para a criança etc. Nós, entretanto, não temos o hábito de levar a marmita da Catarina há uns bons meses, justamente porque queremos que ela se habitue a comer fora de casa, outros temperos, outra variedade. Até o dia em questão, nós NUNCA havíamos ido a um lugar que não oferecesse nenhuma opção condizente com a idade dela. Por recomendação da OMS, uma criança com menos de 2 anos não deve comer salsicha (fora a questão da qualidade do embutido, o risco de engasgo é gigantesco!) e nem fritura.espacofamilia

Ainda sobre o espaço família: os trocadores são excelentes e contam com funcionárias rapidíssimas que trocam os descartáveis de todos os bebês assim que desocupam o espaço. Trocamos a Catarina sem nem precisar colocar uma fralda ou um trocador descartável debaixo dela. E as funcionárias também oferecem saquinhos para isolar as fraldas antes de jogá-las no lixo. Ponto forte mesmo.

De volta ao Mc Donalds: fila de 1h30. Isso mesmo. Gustavo foi buscar o lanche e fiquei dando o almoço da Catarina em uma das mesinhas. Ela terminou o almoço, a sobremesa (tem uma barraca que vende frutas em pedaços) e naaaaaada do Gustavo. Nem preciso dizer que essa criança ficou irritadíssima de ficar esperando tanto tempo parada no mesmo lugar, né? Tentei de tudo: musiquinha, dancinhas, conversas, apelei para a Peppa no celular… menasmain

Assim que acabamos de almoçar, começou um show. Diferente do parque antigo, em que os shows aconteciam dentro de um teatro, os shows ali são numa espécie de praça no meio dos brinquedos, show2com um palco bem grande e um espaço livre na frente. Achei bem legal. Se a minha filha fosse maior, eu provavelmente teria aproveitado o tempo para brincar: as filas quase que desapareceram durante o show, todo mundo parou para ver. Mas como ela não entrava em nada mesmo…publico2

Ela curtiu muito o show. Muito mesmo. Mas eu mais. A Turma da Mônica é patrimônio da MINHA geração…rs Catarina ainda não conhece, ainda não viveu a experiência mais linda que ela vai viver com a turma: a de começar a ler. Quando apareceu a Mônica, cantando “Sou a Mônica, Sou a Mônica ” (TODA criança brasileira com mais de 30 anos sabe de cor…), meu olho se encheu de lágrimas. Fiquei emocionada de verdade. Era a minha filha vendo a minha infância! Eu tenho o LP da Turma da Mônica dos anos 80, lembro do dia que meu pai chegou com ele em casa. Eu sei todas as músicas, de todos os personagens. Eu assinei por mais de década os gibis. Fazia a lição rapidinho para deitar na sala e lê-los. Meus pais liam com a gente e sempre estávamos conversando sobre alguma história. Chico no Shopping é um clássico na minha família… Eu nem sei quantas vezes eu fui ao antigo parque. Fui inúmeras vezes com a escola e outras tantas com meus pais. Fui ao Parque da Mônica com o Jordy! hahahahaha Fiquei hoooooooras na Casa do Louco. Brinquei no Ciclo da Água, no Ciclo das Cores. Tenho meu cartão de crédito do Parque da Mônica – Banco Nacional e aprendi a preencher cheques fazendo chequinhos do Parque. É muita história. E lá estava eu apresentando TUDO isso para a minha filha, que batia palmas pra a coreografia do Cascão.

Não dava para não me emocionar. É como reencontrar uma velha turma de amigos queridos.

Foi impossível levar a Catarina tirar foto com os personagens que passeavam pelo parque. Ficava uma muvuca surreal e os menores não conseguiam se aproximar.

Já eram 15h e nós só havíamos ido a dois brinquedos e visto o show. Resolvemos procurar outra atração para a cria. casinha1Achamos o último em que ela podia entrar: uma casinha, com um parquinho do lado de fora. Gente, minha filha AMOU o brinquedo. Ficou enlouquecida. Não sabia onde ia primeiro, corria de um lado para o outro, sem nem saber para onde olhar. Pensei: “Valeu a pena! Era essa a reação que eu queria ver…”.

Da primeira vez que entramos no brinquedo, havia meia dúzia de crianças, todos do tamanho dela. Parecia um encontro de almas excluídas do resto do parque…rs Mas eles só podiam ficar 10 minutos e tivemos de sair e ir para a fila de novo. Choradeira.casinha3

Coloca o tênis, pega a fila e entra no brinquedo de novo. Mas dessa vez entraram umas 20 crianças ou mais e váááááaárias delas tinham mais de 1,20m. Tinha uma menina -sem exageros- maior que eu. Não que precise de muito, eu só tenho 1,60m..mas ainda assim… Os grandes casinha2dominaram o parquinho, viravam o gira-gira em alta velocidade num espaço minúsculo, derrubando os pequenos. Corriam e, claro, trombavam com os bebês – que levavam a pior. Como estava muito lotado, eu não conseguia correr atrás da Catarina, que passava sem problemas por entre as crianças (e eu as derrubaria se tentasse). E em 5 minutos, ela foi derrubada 2 vezes por crianças maiores.casinha0

Fiquei muito irritada. Peguei a Catarina e saí. Estava obviamente perigoso para ela, que tem 80 cm e aprendeu a andar há poucos meses.

Choradeira de novo.

-É que os outros brinquedos têm muita fila… – disse uma mãe justificando as crianças grandes num brinquedo claramente feito para bebês.

Aparentemente as regras restritivas valem para os pequenos, mas não para os grandes. Existe altura mínima, mas não altura máxima? Nem quantidade máxima de crianças dentro do brinquedo? Existiam 3 brinquedos no parque em que a minha filha podia entrar e, em dois deles, não havia restrição aos maiores. Fiquei realmente muito chateada. Doeu no coração ver a minha filha chorando porque eu a tirei do brinquedo. Os pequenos eram medidos em todos os brinquedos onde tentavam entrar, mas os grandes tinham acesso livre…

De lá, fomos embora. Ela estava cansada, estressada e foi tirada do brinquedo que amou. Tinha mais uma hora de carro até chegar em casa (moramos do lado oposto da cidade). À tarde, não havia mais nada para comprar. As frutas acabaram, os doces acabaram. Só havia algodão-doce. UMA pessoa fazendo algodão doce para todas as pessoas no parque. Mais 1h de fila. Eu não fiquei mas a madrinha da Catarina ficou.

Saímos arrasados, nem passamos na lojinha comprar uma lembrança para a Catarina. Não fomos ao banheiro. Confesso que foi um alívio sair da escuridão…

Saudosismo do antigo parque à parte, acho que é um passeio legal para se fazer – com crianças de mais de 1,20m. Eu que sou mega partidária de colocar os menores para aproveitar porque acho que eles curtem sim – do jeito deles – fiquei extremamente decepcionada com o fator comida e falta de segurança nos brinquedos para os pequenos. A Catarina teria curtido igualmente (ou mais!) ir ao SESC e teríamos gasto cerca de 200 reais a menos.

Talvez tenhamos ido num dia muito lotado – final de semana com feriado. Domingo chuvoso, paulistano procura opções indoor e lota tudo. Então fica a dica nesse sentido também…escolha bem o dia! O fato de que levamos mais de 1h para comprar ingressos e entrar já poderia ser uma dica do que estaria por vir.

Descobri que continuo amando a Turma da Mônica indiscriminadamente – mas que amo muito mais o conforto, o bem-estar e a felicidade da minha filha.

Mamães de São Paulo, como foram as experiências de vocês por lá?

Beijos,

Ise.

Obs.: Quando eu falo que sou fã, não estou brincando. Voltei com o Maurício de Sousa num vôo que chegou ao Brasil 5h da manhã (olhe nossas caras!) em 2010. Eu não aguentei não implorar uma fotinho para o homem – que mega ultra solícito e fofo nem reclamou, na fila da alfândega…rs Eu praticamente aprendi a ler com ele…mauriciodesousa

 

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1 Comentários

Caio
Responder 2 de novembro de 2016

Muito bacana seu relato. Estive no Parque recentemente,minha fila mede 80 centimetros, além das atraçoes que você mencionou (Carrossel, Parquinho e Piscina de Bolinhas do Cascão), ela também aproveitou a Roda Gigante, Engenheiros do Parque, Brinquedão do Chico Bento e Ce-bolinhas, que junto com a apresentação do Teatro e as fotos com os personagens toda a experiência bem divertida.

Também dava para ir na Casa da Mônica, no Ateliêr da Marina, na Cozinha da Magali e no Quarto do Cebolinha, que não conto tanto como atração pois ser mais locais para fotos.

Gostei demais!

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