Perdi meu filho enquanto eu estava na UTI


ESTRELAS PERDIDAS TAMBÉM BRILHAM*

 

Um dia, do nada, vi umas mensagens na caixinha privada do Facebook. Thaise.

“Nossa, há quanto tempo não falo com a Ise. Como será que ela tá?” – pensei.

Palavras lindas que recebi em um dia em que eu estava me sentindo particularmente sem energia. Palavras de incentivo, de admiração, mas sobretudo de amor.

Não consegui nem responder direito. Mandei um coraçãozinho, que é o que eu faço quando fico sem palavras mas quero que a pessoa saiba que amei.

E no meio dessas palavras lindas, um convite: escrever minha história no Mamaholic.

Ise me contou que recebe muitas mensagens de mães que perderam seus filhotes e que não se sente no direito de falar para elas porque não passou nada parecido. Eu a entendo. Mesmo eu tendo passado às vezes não me sinto capaz de falar também.

Porque perder um filho, seja na barriga, seja recém nascido, seja adolescente e até adulto, não é tarefa das mais fáceis. Tarefa para poucas.

Tarefa tão doída que não tem nem nome. Você pode ser viúva/viúvo, órfã/órfão, mas e sem filho, como chama? Orfã de filho, como diz Camila Goytacaz?

Léo, meu leão.

Eu chamo de “faltante”. É, faltante. Porque não substituímos maridos, esposas nem pais, mas seguimos em frente. Porém sem filhos só uma parte de nós segue. A outra fica faltante.

Pedi com carinho para que Ise publicasse esse poste hoje, dia 21 de janeiro. Hoje meu Leo faz 1 ano.

Ele faz 1 ano em qualquer lugar onde esteja. Num céu verdinho, cheio de bichos e plantas, junto com meu pai (porque é assim que imagino meu céu) ou num mundo das almas. Ou simplesmente no meu coração.

Em 2015, dia 16 de janeiro, fui internada às pressas. Trabalho de parto prematuro às 22 semanas.

Com repouso absoluto, medicamentos e todos os cuidados necessários consegui segurar por 8 dias, chegando às 23 semanas.

Dia 21 de janeiro de 2015, às 22:09h, Leonardo Passos Ruggiero chegou ao mundo. Um filhote de leão, raio da manhã, de 640g e alguns centímetros. Pés enormes, mãos grandes, olhinhos puxados e cabecinha tão simetricamente redonda que parecia feita com compasso. O bebê mais lindo do mundo (como todo bebê é para sua mãe).

Leo

Como eu nunca fiz uma cirurgia na vida, achei que meu pós operatório estava normal, apesar das dores. Pensei: “É uma cesárea, deve mesmo doer assim.”

Após 4 dias tive alta, enquanto Leonardo estava na UTI neonatal. Tudo correndo bem com meu pequeno. Tudo dentro da normalidade para um bebê prematuro extremo. Até ganhou peso nesses 4 dias!

No caminho para casa sentia dores descomunais. Ali eu vi que não estava certo. Como já havia percorrido mais da metade do caminho, eu não aguentaria voltar ao hospital. Resolvi dormir e retornar no dia seguinte.

Não dormi e as dores aumentaram muito. Minha mãe observou que minhas pernas começaram a ficar vermelhas. Voltei ao hospital pela manhã.

Exame vai, exame vem. Medicação aqui e ali. Dor no ultrassom. Urros de dor. Fui internada. Um líquido negro e fétido escorria pela cicatriz da cesárea.

Cirurgia de emergência. Suspeita de perfuração intestinal.

Entre muitas lágrimas e desespero, pedi o celular para o meu marido e escrevi e-mails de despedida. Senti que iria morrer. Eu não ia sair da mesa de cirurgia.

Escrevi pro Leo. Contei muitas coisas e dei conselhos para ele. E pedi para ele procurar meus amigos e pedir que eles contassem histórias sobre mim. Eu tinha a mais absoluta certeza de que eu não voltaria daquela cirurgia e não conheceria meu filho. Me despedi mentalmente dele várias vezes naquelas horas até a cirurgia.

Fui aberta novamente, dessa vez abriram também a cavidade abdominal. Suspeita de perfuração intestinal. Felizmente não era. Quando abri os olhos novamente, estava dentro da UTI, com fios por todos os lados e uma sonda nasogástrica que não me deixava respirar nem engolir direito. Achei que estava morta, porque aquilo é o inferno em forma de parafernalha. Só entendi que estava viva quando senti dores. E sentia MUITA dor. Chorava muito. E não sou de chorar de dor.

Algumas horas depois o cirurgião veio me ver. Seu semblante pesado denunciava que as notícias não eram muito boas.

“Fernanda, você tem mais filhos?”

“Não, doutor. Só o Leonardo, que está na UTI neo.”

“Hum… Olha, o que aconteceu com você não foi uma perfuração intestinal, tá…”

“Nossa! Graças a Deus, dout…”

“Mas tivemos que retirar seu útero. Você não pode mais engravidar.”

“Ah é? A infecção era no meu útero então? Ainda bem que tirou e agora tá tudo bem!”

“Fernanda, você entendeu o que aconteceu? Você NÃO pode mais engravidar, tiramos o seu útero, está entendendo bem?”

“Tudo bem, doutor. Entendi, sim. Fazer o que, o importante é tirar o foco da infecção pra eu amamentar meu filho logo, né?”

“Fernanda… seu quadro não é bom e inspira muitos cuidados. Você não tem previsão de sair da UTI por enquanto, tá? A infecção já se instalou no seu corpo e não sabemos ainda o que vai acontecer. Seu estado é bem grave.”

… (alguns segundos depois)

“Tudo bem, doutor. Vou me recuperar rapidinho. Vai dar tudo certo, tenho certeza.”

Depois dessa minha frase ele sorriu e começou a me explicar que meus ovários foram preservados e que portanto posso tentar uma barriga solidária etcetc etc.

Quando ele saiu eu só conseguia agradecer a Deus por estar viva. E me arrependi pra caramba de todas as vezes em que amaldiçoei a vida.

Nessa hora você está pensando: “Ou ela é iluminada ou está mentindo nesse diálogo aí. Como alguém pode ficar calmo nessa situação?”
escleroselateralNem uma coisa nem outra. Meu pai havia morrido há apenas 4 meses de uma doença rara e incurável chamada Esclerose Lateral Amiotrófica. Meu pai era a pessoa que eu mais amava. Por isso, enquanto o médico me contava tudo isso, eu só pensava: “Tranquilo! Vou viver, sim, e ver meu filho rapidinho. Deus não me abandonaria depois do tanto que sofri com meu pai nesses últimos anos.”

O que eu não sabia é que Deus, às vezes, tem formas diferentes de nos mostrar o amor. E eu fui uma das escolhidas para esse método dele.

Com o passar das horas eu piorei um pouco. E incrivelmente Leo melhorava a cada hora lá na UTI dele. Marido vinha todo contente me contar os boletins médicos. E isso só me dava mais força para lutar.

Dia 29 de janeiro, lá pelas 20h, meu marido entrou na UTI fora do horário de visitas. Os olhos inchados e vermelhos. Atrás dele enfermeiras e o pediatra da UTI neonatal.

Christian me olhava sem coragem de me contar o que aconteceu, e ao mesmo tempo com olhar de quem busca uma resposta minha. Só consegui olhá-lo, levantar um pouco os lábios e dizer: “Tudo bem, amor. Não precisa falar, eu já entendi. Teve que ser assim. Tudo bem.”

Christian soluçava e eu só conseguia olhar para os rostos de todas aquelas pessoas que estavam ali, me olhando, todas prontas para me amparar e já preparadas para qualquer reação mais exacerbada minha. Mas eu só conseguia

Última foto grávida

Última foto grávida

olhar e agradecer a todos. Abracei o pediatra que cuidava dele na UTI e agradeci. As lágrimas escorriam leves, serenas, doloridas. Mas só.

Naquela noite não quis comer nem beber. Ficava parada, olhando pro nada, enquanto as pessoas me faziam carinho, me acolhiam. As auxiliares que cuidavam de mim insistiam que eu precisava comer enquanto eu recusava. Uma delas então me perguntou: “Quer pelo menos um picolé de limão? Arrumo um pra você.”

Fiquei ali, tomando aquelepicolé de limão. Pra mim ele era um carinho, um gesto de amor que uma mulher vendo outra ali, tão sofrida, ofereceu. Picolé de limão com amor.Sororidade.

Por incrível que pareça, na noite da passagem dele, dormi uma noite inteira. Pela primeira vez em 4 dias.

Depois desse dia passei mais alguns dias na UTI. Acho que foram uns 10 dias mais ou menos, não sei bem. O tempo lá corre diferente. E o mais curioso é que depois que ele se foi é que comecei a realmente melhorar.

internadaMeus parâmetros melhoravam de maneira muito lenta, mas os médicos comemoravam. Me lembro do infectologista dizer que toda a equipe estava intrigada com o meu estado psicológico tão bom mesmo diante de um quadro clínico preocupante. Eu disse a ele que agora eu tinha o dever moral de sair dali logo e viver em homenagem ao Leo. Já dizia o poetinha: é melhor ser alegre que ser triste. Alegria é a melhor coisa que existe.

No total foram 30 dias de internação. 30 dias dentro de um hospital. Em 30 dias fiz minha primeira cirurgia, conheci meu filho, reconfirmei o amor do meu marido, vi a morte de perto,perdi meu filho, vivi dias como meu pai doente, renovei minha fé no ser humano e renasci.

Tive alta no sábado de carnaval. Quando todos os meus médicos foram dar minha alta, brinquei: “Posso sair daqui direto pra avenida? Dá tempo de sair numa escola de samba, né?”. Quase me amarraram na cama. E riram gostoso.

Saí. Fui direto pro salão de beleza. Cortei cabelo, descolori, fiz unha, depilação. Ufa! Sou mãe agora, né? E meu leãozinho não ia gostar de ter uma mãe desarrumada.

Foi um ano de lutas. Depois de sair de lá a luta só aumentou.

Chegar em casa e ver o quartinho vazio, ver as roupinhas, encontrar as pessoas, responder os questionários, encarar as amigas grávidas, ver as gracinhas de bebês no Facebook… nossa. Dói mais que sonda nasogástrica.

Alguns dias doem mais. Outros menos. Mas dói todos os dias. Até nos mais felizes, acreditem.

utineo

Mas acreditem também que essas alminhas fazem milagres com a nossa almona. Nos impulsionam, nos renovam e nos fazem querer viver ainda mais!E ter o privilégio de carregar um ser humano que precisou de tão pouco tempo para cumprir sua jornada é algo muito grandioso. A vida vale a pena. Sempre.

Estou completando 1 ano de tudo isso. E adivinha onde vou estar no sábado de carnaval?carmaval

Se alguém vir um cabelinho azul no carro abre alas da Dragões da Real, já sabem! 😉

* O título do post é de autoria do poeta Lucão. Instagram: @blogdolucao

 

 

fernanda

FERNANDA PASSOS é veterinária aposentada, especialista em assuntos aleatórios e empreendedora natureba na BATHS Fresh Made Cosmetics. Em uma constante jornada de aprendizado através da natureza. Mulher, esposa, mãe de bicho e de uma estrela chamada Leo.

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24 Comentários

Brisa Febraio
Reply 2 de outubro de 2016

❤❤Fernanda dois coraçoezinhos pra vc e seu Leozinho. O coraçao apertado aqui sem entender direito mas entendendo tudo. Não te conheço, mas te amo muito.

Brisa Febraio
Reply 2 de outubro de 2016

❤❤Fernanda dois coraçoezinhos pra vc e seu Leozinho. O coraçao apertado aqui sem entender direito mas entendendo tudo. Não te conheço, mas te amo muito.

Cassy warela
Reply 17 de setembro de 2016

Que bom ler sua história. De superação.. Estou em casa tive minha Maria com 27 semanas e hje faz 11 dias que a perdi. Ainda estou sofrendo com as dores da cesariana.. Nem entrei no quartinho dela .mas a dor É. Inevitável mas o sofrimento. É opcional .ainda nao tenho forças de ao menos escrever sem chorar .mas deus tem misericórdia. De nos .e tudo aliviará. Parabens sejas feliz

    Fernanda Passos
    Reply 18 de setembro de 2016

    Olá, Cassy,

    Primeiro de tudo, sinto muitíssimo.
    Segundo, um abraço bem forte em você.
    E terceiro, força. Muita força.
    Mas lembrando que força não é só se mostrar forte, tocar a vida, engolir o choro.
    Força é assumir sua vontade de chorar, de gritar, assumir seu direito de surtar.
    De se isolar algumas vezes, de sentir seu luto. Força para não sucumbir aos comentários e julgamentos alheios que muitas vezes podem aparecer.
    Coragem, minha irmã. Para seguir nessa nossa caminhada faltante, de saber que um pedacinho nosso sempre estará faltando.
    Mas coragem também para ser feliz. Porque apesar da imensa tristeza e do coração quebradinho, nós temos o dever ser feliz em homenagem às nossas estrelas.

    Se quiser conversar, me escreva no sabonetesbaths@gmail.com

    Um beijo grande e mais um abraço forte!

    Fernanda

Tatiana Molini
Reply 28 de abril de 2016

Vc é especial por ter esta missão de vida! Lindo depoimento. Lembro do seu blog de noiva, Sushi com Macarrão.

Andrea
Reply 19 de fevereiro de 2016

Caramba! Acabo de me tornar mãe (18 dias), e meu filhotinho ficou na UTI por 3 dias. Foi uma dor tremenda, eu e meu marido sofremos horrores, mas logo nosso Rafael saiu, e viemos para casa, onde ele cresce e a cada dia está melhor. Mas, me emocionei demais com sua história, chorei muito mesmo imaginando cada detalhe de sua dor. Parabéns, és muito forte guerreira e iluminada. Que Deus te abençoe. Que Deus abençoe seu Leo, onde ele estiver. Bjos

Carol Costa
Reply 25 de janeiro de 2016

Oi Fernanda! Perdi minha segunda filha, Helena, intra-útero... Uma gestação perfeita e iluminada. Ela se foi por nó-verdadeiro de cordão às 38/39 semanas. Prontinha para nos conhecer. Entendo a sua dor. Como entendo... Desejo muita luz para o Leo, para você e seu marido! Que o Carnaval seja especial. Com muita alegria para todos! Um beijo no coração

    Carol Costa
    Reply 26 de janeiro de 2016

    Esqueci de colocar o endereço do meu blog:http://estrelinhahelena.blogspot.com.br

Leila
Reply 24 de janeiro de 2016

Fernanda, depoimento emocionante. Existe um reencontro, acredite. Deus esteja sempre ao lado. Grande beijo Leila

Jana
Reply 22 de janeiro de 2016

Que linda história!
Parabéns pela tua força e iluminação, que Deus te conceda muitos dias pra homenagear teus guerreiros!!!

Fernanda Almeida
Reply 22 de janeiro de 2016

Fernanda, estou muito emocionada com a tua história. Nossa, és um exemplo. Na verdade, reclamamos muito da vida, quando não temos motivos para reclamar. Eu sou campeã disso. Qualquer probleminha é um drama. O que tu escreveste e o que tu passaste ficará na minha lembrança. Toda vez que eu for reclamar de qualquer bobagem, lembrarei da tua história e que tenho uma filha linda de 2 anos, saudável. Tenho certeza que teu filho, onde ele estiver, pois sim, ele está vivo em algum lugar no espaço, tem um orgulho imenso da mamãe dele. Parabéns pela força!!! Fica bem!

Gilmara
Reply 22 de janeiro de 2016

<3

Michelle Nagai
Reply 21 de janeiro de 2016

Simplesmente SENSIONAL essa forma de encarar a situação e a vida!!!!!
Muito emocionante e exemplar suas palavras!!!!
Parabéns pela força e obrigada por compartilhar sua história!!!

    Fernanda Passos
    Reply 22 de janeiro de 2016

    Muito obrigada, Michelle!
    Fico emocionada e muito feliz.
    Beijo grande pra você

Debora
Reply 21 de janeiro de 2016

Emocionante demais Fê, nos faz repensar a vida. Com certeza o Léo tem muito orgulho da mãe guerreira, cheia de brilho e força que ele tem.

    Fernanda Passos
    Reply 22 de janeiro de 2016

    Obrigada, Debora!
    Um beijo carinhoso pra você

Janaína Brum
Reply 21 de janeiro de 2016

Chorei, chorei muito imaginando cada detalhe. Em 2011 minha pequena Alana foi morar com Deus, estava grávida de 38 semanas faltava sete dias para o parto E estava tudo "normal" até então. Então numa madrugada de sábados para domingo senti as contrações e fui para o hospital, a mefuva não escutava mais seu coração. Pedi, implorei por um milagre mas Deus tem tudo certinho pra gente. Enfim.. em 2012 engravidei e sofri um aborto com 6 semanas. Até que em abril de 2013 descobri que estava grávida novamente, e hoje meu pequeno Alan Rafael está com 2 anos e 2meses. Meu anjo que me fez renascer. Grande beijo e obrigada por partilhar essa linda história. Que Deus te ilumine!

    Fernanda Passos
    Reply 22 de janeiro de 2016

    Que história forte, Janaína!
    E que bom que hoje você tem mais um anjinho lindo com você.
    Que esses 3 anjos sejam sempre luz na sua vida!
    Um beijo <3

Fabiola Sobral
Reply 21 de janeiro de 2016

Me emocionei, está engasgado na garganta.
Obrigada por partilhar suas palavras e saber que temos que ser fortes.

    Fernanda Passos
    Reply 22 de janeiro de 2016

    Obrigada, Fabiola, pelas suas palavras!
    Um beijo <3

Fernanda Menegolo
Reply 21 de janeiro de 2016

Fêêê!! Tô aqui me acabando de tanta emoção com sua história! Parece que vivi todos esses dias com vc.
Não sei a dor que é perder um filho,mas cresci com a dor de uma mãe que perder seu filho com 7 anos! (Nesse caso minha mãe,que perdeu meu irmão com um aneurisma fatal.)
Hj sou mãe e quero que saiba que vai ter minha admiração eterna! Vc tem força,vc tem luz! Vc tem seu anjo lindo te guiando e te protegendo lá no céu!
Vc foi abençoada em poder trazer ao mundo o Leo!
Bjo enorme e cheio de carinho!

    Fernanda Passos
    Reply 22 de janeiro de 2016

    Obrigada, Fê!
    Puxa vida, que história a da sua mãe, hein! E hoje você entende, dor de mãe dói a vida toda mesmo.
    Toda luz do mundo pra sua mãe e pra você, querida!
    Beijo enorme <3

Amanda
Reply 21 de janeiro de 2016

Parabéns, a sua história, me renovou, como mãe.

    Fernanda Passos
    Reply 22 de janeiro de 2016

    Amanda, que bom!
    Fico feliz em saber e te desejo toda luz do mundo!
    Um beijo

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