A pílula anticoncepcional a seu favor


Não posso dizer que eu nunca me dei bem com anticoncepcional. Antes do momento atual, em que nenhuma alternativa é legal para o meu corpo, eu usei o adesivo Evra por uns bons anos, quase uma década. Ele era meu melhor amigo, principalmente pelo milagre que fazia com a minha TPM e as minhas cólicas. Era muito prático organizar quando ficar menstruada se eu precisasse, por exemplo, viajar. Chegou um momento em que o benefício, entretanto, não compensava mais o risco. Afinal, é sabido: os riscos existem e são MUITOS. Basta dar um Google para morrer do coração e não, não é alarmismo.

Minha última tentativa foi com o Qlaira, logo após a iodoterapia, há um ano atrás. Foi horrível. Eu não conseguia nem dirigir de tantas dores que sentia nos seios. Sendo assim, a minha médica suspendeu e eu nunca mais tomei anticoncepcional. Mas a realidade é que muita gente toma. Gente que quer engravidar a curto, médio e longo prazos. Gente que não quer engravidar de jeito nenhum. Por isso separei esta pauta com informações do Dr. Paulo Marinho da Perinatal. É interessantíssima!

Beijos,

Ise.


 

Obstetra-ginecologista tira dúvidas sobre afirmações comuns ao método contraceptivo, como seu uso deixar a mulher infértil e a dose do dia seguinte ser abortiva

anticoncepcionais

A pílula anticoncepcional foi criada em 1960, representando uma revolução na vida sexual e familiar das mulheres. Com pequenas doses diárias de hormônios que inibem a fecundação, elas passaram a decidir quando querem ter filhos e, por isso, os tais remedinhos se tornaram cada vez mais presentes nas necessaires femininas.

Mas aí chegou o dia de querer engravidar e a pílula passou de melhor amiga a colega distante ou até mesmo inimiga. Muitas mulheres atribuem ao longo uso delas a dificuldade de fecundar ou a causa de inchaços e ganho de peso.

Mas não é bem assim, explica o Dr. Paulo Marinho, ginecologista-obstetra e gerente médico no Grupo Perinatal. Abaixo, ele desmistifica algumas falsas afirmações que se escutam por aí, como de que o medicamento deixa a mulher infértil ou de que a pílula do dia seguinte é abortiva.

Causa infertilidade?

Segundo Dr. Paulo, a pílula não deve se tornar a vilã nesta história. Os contraceptivos, em geral, levaram a maior liberdade sexual e, com isso, processos infecciosos que podem comprometer a fertilidade, como clamídia, gonorreia e outros. O uso do preservativo, sim, diminui estas infecções e pode ajudar a preservar mais a fertilidade. “Concluindo, a pílula não causa infertilidade”, afirma.

Quanto tempo parar antes de engravidar?

“É muito difícil de precisar, inclusive para quem não faz uso da pílula. A média para uma mulher saudável engravidar é em torno de oito meses, mas isso varia individualmente”, explica o médico. Pode-se levar de oito minutos até oito anos, por exemplo. É importante que, antes de suspender o método contraceptivo, o casal que quer engravidar faça uma avaliação pré-concepcional, com exames clínicos e laboratoriais.

Engorda e deixa inchada?

Os efeitos da pílula no corpo são individuais. Os fabricantes vão tentar tornar suas fórmulas atrativas, mas mesmo que você considere uma boa, seu corpo pode não aceitar bem. “Por isso, é muito importante não fazer uso de contraceptivo sem orientação médica. Cabe ao ginecologista precisa identificar se a mulher não tem nenhum fator que contra indique o seu uso e ajudar a encontrar a que seja mais adequada para ela”.

Falha?

Segundo o médico, o índice de falha deste método contraceptivo é muito baixo, sua eficácia é acima de 99,5%. A maior causa de gestação em uso de contraceptivo é o uso incorreto, especialmente na sua introdução inicial. A orientação do médico é fundamental, especialmente de constatar que a mulher não está grávida antes do início da pílula.

Grávida tomando a pílula

“Normalmente nada acontece quando a mulher está grávida sem saber e continua a tomar a pílula, visto que são hormônios femininos, mas é muito importante ela se apropriar da responsabilidade quanto à disciplina no bom uso do medicamento, quanto ao horário certo, não esquecer a dose diária e não fazer uso de outros medicamentos sem conhecimento do médico”, diz Dr. Paulo”.

Os hormônios da pílula podem prejudicar o desenvolvimento do bebê?

“Os hormônios utilizados nas pílulas antes da gestação não estão associados com problemas fetais, mas a utilização de hormônios durante a gestação não é indicada visto não ter benefício algum para mãe e bebê. Existem algumas situações próprias da gestação em que o uso de hormônio pode ser útil, mas não são os mesmos hormônios utilizados nas pílulas.”

Pílula do dia seguinte

A pílula do dia seguinte se chama contracepção de emergência e o primeiro termo deveria ser abolido, por dar a impressão que podemos aguardar até o dia seguinte. Ela não é abortiva e tenta evitar a fecundação, portanto, quanto mais próximo da relação que houve o acidente mais chances de dar certo o medicamento. Não se deve deixar para depois se a intenção é não engravidar. Quanto às sequelas no bebê, caso já esteja grávida, não é algo descrito e parece ser seguro. Assim que for usada, a mulher e seu parceiro devem fazer uso de preservativo até que a menstruação se restabeleça, o que pode levar de duas a três semanas. Somente quando voltar a menstruação é que se reinicia uma nova cartela ou outro método (se for este o caso), conforme orientação do seu médico.

Fonte: Dr. Paulo Marinho, ginecologista-obstetra e gerente médico no Grupo Perinatal.
Pauta: Jéssica Moreira
Imagens: Pixabay

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1 Comentários

Cristiane Amorim
Responder 21 de agosto de 2016

Usei AC trimestral injetável o q fez desrregular totalmente meu ciclo, passando a sangrar por vários dias. Exames constataram alto nível de estrogênio. Hoje uso AC em comprimidos p equilibrar os hormônios.

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