Sobre cachorros e bebês – cuidado: altas doses de fofura!


Olá, queridxs!

Recebo muitas perguntas sobre o assunto em pauta e resolvi escrever.

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Quando eu estava grávida, as pessoas perguntavam o que eu iria fazer com a Dorinha, minha schnauzer, quando a Catarina nascesse. Eu só conseguia fazer cara de lâmpada. Que M de pergunta era aquela? Com alguns poucos cuidados de adaptação e outros de saúde e higiene, a Dorinha logo integrou a Catarina à matilha e elas são companheiras inseparáveis. É lindo de ver como uma sente a falta da outra, como elas se procuram, como se fazem companhia.

Ainda hoje, acontece de algumas pessoas estranharem o acesso que uma tem à outra. Elas deitam juntas no sofá, a Catarina dá petisco na boca da Dorinha, pega brinquedos etc O que eu posso dizer? Tem acompanhamento pediátrico, tem acompanhamento veterinário, tem quilos de estudos científicos embasando o convívio e o contato próximo entre crianças e bichos de estimação.  Minha filha ficou doente duas vezes na vida e nenhuma delas por culpa da canis familiaris que divide a casa com a gente.

A Dorinha nunca me fez pensar por um segundo que iria morder a Catarina. E olha que ela merece MUITO! Rs Ela tem mais saco com a minha filha do que com qualquer outra pessoa do mundo. De minha parte, gosto do efeito que eu SEI que a Dorinha tem na Catarina. É visível. Gosto de saber que estou criando alguém que vai respeitar e amar os animais, se compadecer do sofrimento de qualquer criatura, ciente de suas responsabilidades perante os mais vulneráveis, que vai conhecer amor de 4 patas.
A Catarina não conhece o conceito de família sem cachorro, ela não conheceu a nossa família sem a Dorinha.
E cá entre nós…sem a Dorinha falta um pedação da família. Ninguém dá o filho mais velho quando nasce o caçula, dá? É muita ignorância.

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Recebo MUITAS (muitas mesmo!) mensagens perguntando sobre como deve ser feita a adaptação do cachorro ao bebê.

Na verdade, como todas as relações, tudo é construído no dia a dia. Mas eis algumas das ações que tomamos:

  • Tiramos a Dorinha de casa no pós-parto. Ela se mudou para a casa da minha mãe na minha última semana de gravidez e ficou umas duas semanas lá depois. No meio tempo, vinha nos fazer visitas. Todos os dias quando voltava da maternidade, meus pais levavam roupas da bebê para a Dorinha cheirar. Vale ressaltar que ela é muito acostumada a ficar na minha mãe, é uma festa para ela ficar por lá.
  • Mantemos todas as vacinas religiosamente em dia, incluindo as opcionais como gripe e giardia.
  • Diminuimos o intervalo de vermifugacao, por sugestão da veterinária. Agora fazemos a cada 4 meses.
  • A Catarina não tem acesso à area onde a Dorinha faz suas necessidades e tem o acesso bastante dificultado à comida da Dorinha. Dorinha não faz necessidades fora do seu cantinho jamais.
  • Antes de entrar em casa, toda vez que sai, patinhas e focinho da Dorinha são limpos com álcool.
  • Dorinha não pega os brinquedos da Catarina. Não foi nenhum treinamento específico, só dissemos não e ela logo aprendeu. Em contrapartida, precisamos ficar de olho nos brinquedos da Dorinha senão a primeira coisa que a Catarina faz é leva-los à boca.
  • Banhos quinzenais e, em casos extremos, menos.

Acho que na parte prática, é isso.

Gostaria de dizer também que:

????A primeira gargalhada da Catarina foi para a Dorinha.
????Dorinha sempre foi um estímulo absurdo para a Catarina. Com 5 meses ela se arrastava pela casa e com 6 e meio engatinhava – tudo para alcançar a irmã de pelos!
????Catarina procura sempre pela Dorinha quando está comendo. O primeiro pedaço é sempre dela. Às vezes, o segundo e o terceiro também.
????Não podemos levar a Catarina quando a Dorinha vai tomar banho. Minha filha se acaba de chorar ao ver a irmã sendo levada para longe…rs
????Dorinha é um ótimo travesseiro aparentemente..rs A Catarina adora deitar no lombinho dela para ver TV.
????A primeira coisa que a Catarina faz de manhã é cumprimentar a Dorinha, que fica ansiosa aos pés do berço só esperando a mão da Catarina no vão. Agora que já fala com mais fluência, acorda chamando quase todo dia: “Dodóóóó….Dodo-óóóó”.

É tanto amor que eu precisaria de mil posts…

Ter cachorro na infância foi um divisor de água na minha vida em muitos sentidos. Eu jamais iria privar a minha filha disso. Estou muito feliz com o resultado.

Está em dúvida ainda? Aqui tem mais material para ler:

Já falei sobre a nossa adaptação no maravilhoso blog Meu Filho Cão

Pediatria em foco, Acolhida, Webcachorros (discordo da questão das raças, entretanto!), Revista Crescer, Revista Exame, Revista Mente Cerébro, Revista Viva a Saúde etc etc etc também já falaram sobre isso.

Se você está tendo problemas de adaptação, procure ajuda especializada. Recomendo começar pela Cão Cidadão, super séria e reconhecida. Jamais confie num profissional que PUNE o seu animal, bate ou maltrata!

Tem cachorro e criança em casa? Conte um pouco nos comentários!

Ótimo domingo a todos,

Ise.

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12 Comentários

Cris Rezende
Reply 1 de dezembro de 2015

Que delícia de ver! Também tenho uma shinauzer de 11 anos que me ajuda a cuidar do Vinícius. Suas dicas estão completíssimas. Parabéns!

Jun Britto
Reply 15 de novembro de 2015

Oi tudo bem
Que fofas as fotos. Muito bacana suas dicas e a abordagem sobre o assunto. Por aqui a Meg nossa cachorrinha foi se adaptando aos poucos com a Sophi ela se da super bem com as crianças. Triste ne saber que tem pessoas que se desfazem dos bichinhos.

    Thaise Pregnolatto
    Reply 20 de agosto de 2016

    Fico de coração cortado! Como se o bicho não sentisse a rejeição, saudade dos donos, estranhamento do novo ambiente... é cruel demais!

Karol
Reply 15 de novembro de 2015

Quando Pablo nasceu tínhamos apenas a pitbull e o periquito, ao chegar da maternidade a primeira coisa q fiz foi deixar a pitbull cheirar ele pra conhecer e falei q ele era bebezinho q ela tinha q cuidar dele, e ela nunca fez Nada para ele, pelo contrário ela protege ele, mesmo ele pulando em cima dela,ela está sempre em volta dele, já o periquito tem ciúmes dele, mas tento o contato dos 2 já q o Pablo ama o periquito,depois da chegada do Pablo adotamos mais 1 cachorro,1 gato e 1 coelho, e pablo qma demais eles, nunca passou pela minha cabeça me desfazer dos animais na chegada do Pablo já q criança q cresce com bixinhos é mais feliz e saudável, Pablo tem várias alergias mas não tem alergia a pelo de animal.

    Thaise Pregnolatto
    Reply 20 de agosto de 2016

    A Dorinha dá um super trabalho para a gente na rua porque não deixa nenhuma pessoa chegar perto da Catarina - e isso quer dizer andar na mesma calçada! rs

    Eles cuidam sim. Faz parte da matilha!

    Beijos!

Angelica Pinheiro
Reply 15 de novembro de 2015

Thaise, já lhe disse isso, você é um exemplo de mãe de cachorros e humanos. Não só por ver claramente os benefícios da relação, mas por ter estudado e se preparado para a adaptação das duas. Dorinha e Catarina são muito sortudas de terem uma mãe como você <3

    Thaise Pregnolatto
    Reply 20 de agosto de 2016

    E agora sua família cresce com um humano para acabar com a tranquilidade dos peludos! hahaha

    Obrigada sempre pelo carinho!

Adriana
Reply 15 de novembro de 2015

Olá Thaise, ainda não tenho filhos... É um projeto para um futuro bem próximo, mas já tenho um basset e também penso como vc colocou no post... Um delicado tempo de adaptação é o suficiente para o bom relacionamento de criança e cachorro!
Parabéns pelo site!!!

Menina Tonon
Reply 15 de novembro de 2015

Por aqui tb me perguntaram o que eu iria fazer com a Jujuba se ela não se adaptasse à Cecília. Sempre respondi que nada. Que ela ia se adaptar e ponto! Confesso que no início fiquei receosa, pq Jujuba tem 30 Kg e jura que é um poodle. E ela ficou MUITO ansiosa nos primeiros dias da Cissa em casa. Mas agora tudo já melhorou uns 70%. Jujuba já ensaia as primeiras lambidas na bebê. A Twix eu não tive esse tipo de medo, mas temia que ela ignorasse a bebê. Mas não... ela tb se adaptou super bem e vive dando umas lambidas rsrs. Diria que pra dois meses e meio estamos indo muito bem. Nunca passou pela minha cabeça me livrar de alguma delas. Eu sabia que a única opção era elas se adaptarem. A Jujuba está conosco há 7 anos e a Twix há 5. E agora tiveram que aprender a dividir nossa atenção. Mas estão se saindo bem.

    Thaise Pregnolatto
    Reply 20 de agosto de 2016

    Quando todo mundo quer, tudo dá certo, né?

    Twix e Jujuba são fofas demais. E a Cecília é uma princesa...

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