Vamos começar a tentar um bebê?


Uma leitora querida perguntou no blog como eu e o Gustavo decidimos que era o momento certo para ter filhos.

Não sei se houve um momento específico, mas vou tentar relatar as minhas lembranças da época…rs

Nós sempre quisemos ter filhos. Falávamos sobre isso ainda namorando. Aliás, verdade seja dita, se eu e o meu marido temos gostos completamente opostos para algumas coisas nessa vida (tipo televisão!!!! rs) definitivamente sempre tivemos o mesmo olhar sobre o nosso futuro. E acho que isso é um ponto importante para a dinâmica da casa com criança funcionar.

Casamos com tudo que tínhamos direito, fizemos uma lua de mel de cinema e assim que voltamos para casa, eu parei com os hormônios. Não por nada, mas é que já usava há uns 10 anos sem parar e estava me fazendo mal. Eu sentia que meu corpo não era o mesmo. Como sempre fui muito atenta, conheço bem meu ciclo e os sinais de fertilidade, nunca tivemos sustos.

Bom, na verdade, tivemos um. Foi no primeiro Ano Novo depois que casamos. Minha menstruação não desceu um mês e eu me sentia MAL. Minha pressão caía, eu vomitava, não aguentava sentir cheiro de nada e fazia xixi a cada 5 minutos. Mas era um descompasso hormonal. De resto, passamos bem de camisinha e tabelinha. A verdade é que não queríamos ter um filho ainda, mas se eu ficasse grávida não seria problema. Então evitávamos, mas sem encanação.

Estávamos curtindo nossa vida de recém-casados: montando nossos horários, nossa (falta de) rotina, fazer as coisas como bem queríamos, ter o nosso espaço. Precisávamos nos definir enquanto casal antes de pensar em ser família. Nós brigamos bastante até acertar o passo das coisas, viemos de backgrounds bem diferentes. Aquela era a nossa hora. E foi uma delícia. Tenho saudades.

Mas a verdade é que depois desse susto, começamos a falar SEMPRE sobre termos um filho. Estávamos razoavelmente estabilizados nos nossos empregos, nossa casinha estava razoavelmente montada, tínhamos razoavelmente uma rotina só nossa. E eu grifo o razoavelmente: se a gente esperar o tempo perfeito, acho que nunca teremos filhos. Sempre tem algo a mais para fazer. De qualquer forma, quando você tem um filho, acaba abrindo mão de outras coisas. E cada um julga do que vale a pena abrir mão, certo? Uma viagem, uma pós-graduação, um upgrade na casa, uma troca de carro. É questão de prioridades e nós queríamos ter filhos jovens. Era uma cisma minha que acabei passando para o Gu, acho! hahahaha Eu queria ter todos os meus filhos antes dos 30. Nós não queríamos dar muito espaço entre um e outro. E combinamos desde sempre que assim seria.

gravida

Claro que a vida manda seu planejamento para as cucuias. Eu não engravidei tão rápido (já falei sobre isso no instagram…vou fazer um post sobre isso também) e não pude emendar um filho no outro por causa do câncer. Mas só por causa do nosso fanatismo no nosso planejamento de vida que os impactos são minimizados apesar de tudo que saiu do esquema…rs Não vou negar que não seja divertido um pouco de surpresa no meio do caminho. Claro que não precisava ser um câncer…

Aliás, eu da próxima vez quero surpresa. Sou muito CDF, estudei muito manual de tentante por aí, fiz temperatura basal, testes de ovulação…eu sabia todo dia em que fase do meu ciclo estava. Eu tenho uma super mania de controle que deriva do transtorno de ansiedade. Mas o próximo bebê eu quero DE SURPRESA! rs Sonho de consumo…rs

Enfim… foi assim que a Catarina foi muito planejada. Nós cuidamos de todos os detalhes para que ela fosse recebida com um mínimo de estrutura e dignidade. Mudamos para um apartamento perto do meu trabalho, eu diminuí MUITO a minha carga de trabalho para passar melhor a gravidez, diminuí mais ainda depois que ela nasceu pois não queríamos mandá-la para a escolinha de jeito nenhum antes dos dois anos, Gustavo trocou de emprego para ganhar mais e dar uma compensada na grana que eu deixei de ganhar…

Não é só uma questão de ter dinheiro, sabe? Acho que o dinheiro é a parte menos importante do processo todo. A criança precisa de presença, especialmente nos primeiros meses onde a mãe é insubstituível em virtude do aleitamento materno exclusivo, da extero-gestação. Depois a questão do ambiente-casa, a segurança, a tranquilidade. Os primeiros 1000 dias da vida do bebê. Então nós nos organizamos nesse sentido, para que a Catarina ficasse comigo até os 2 anos…e mandamos bala!!!! hahahaha Muito namoro com hora marcada…

Desculpem se não foi tão romântico como vocês esperavam…

Tem alguém animado aí? =)

Beijos,

Ise.

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