Crescer dói


Uma vez, a Catarina foi dormir como ia todo noite. Cerca de 1h depois, acordou gritando. Relatava dores nas pernas muito fortes. Fiz massagem, fiz carinho, esquentei…dormiu. No dia seguinte, vida normal. Na hora, não fiquei muito desesperada porque na escola a gente sempre tem informação de crianças relatando as tais “dores de crescimento”. Conversei com a pediatra e observamos. Nunca mais aconteceu naquela intensidade, mas ela se queixou mais umas duas vezes. Conversando com a minha mãe, surpresa: Eu também tinha dores nas pernas. É muito mais comum do que a gente pensa!


Crescer pode doer mais do que imaginamos

Endocrinologista pediatra fala sobre o incômodo que acomete quase metade das crianças com idade entre 3 e 10 anos

Mais comum do que se imagina, as famosas dores do crescimento podem afetar até 40% das crianças com idade entre 3 e 10 anos, segundo pesquisas de universidades norte americanas. A dor repentina e recorrente, sem causa aparente, costuma ocorrer principalmente na região da panturrilha, tornozelos, atrás dos joelhos e nas coxas, especialmente à noite, no frio e durante as atividades físicas.

Essas dores nos membros inferiores geralmente acontecem quando a musculatura relaxa e esfria. Também é comum que venham acompanhadas de dor nos braços, próximo ao cotovelo e dor de cabeça. Por isso, é importante que os pais deem atenção a queixa da criança e caso as dores se tornem mais frequentes procure o pediatra.

“Existem algumas teorias para explicar a causa dessas dores do crescimento. Uma delas é crescimento ósseo mais rápido que o crescimento muscular e dos tendões, muito comum durante o período de estirão da criança. Outra é a fadiga muscular, decorrente das muitas atividades que a criança faz ao longo do dia. Mas não há nenhuma comprovação científica ainda sobre esse assunto”, afirma a endocrinologista pediatra da Clínica Soulleve, Dra. Camila Noaves.

Segundo a endócrino, para aliviar as dores recomenda-se tranquilizar a criança, enquanto massageia com álcool gel a região dolorida. O uso de uma bolsa de água morna no local também pode ajudar, bem como alguns exercícios de alongamento e de baixo impacto como a natação. “É importante ressaltar que o incômodo não é contínuo, não atrapalha nas atividades diárias e não acompanha inchaço articular, febre, manchas no corpo, fraqueza ou perda de apetite”, conclui Camila.

Texto: Medellín Comunicação
Imagem: Pixabay

3 Comentários

LISA BARBERIS
Responder 10 de outubro de 2018

Cecy reclama tbm, na perninha. Eu lembro da minha dor tbm. Nada que uma boa explicação do que está acontecendo com ela e muito carinho não resolva a situação!

Camila
Responder 11 de setembro de 2018

Eu tive dor de crescimento! E lembro de me queixar de dor nos calcanhares! Eu hj já fico observando minha Sophie, para q eu possa amenizar, caso ela passe por isso!

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