O grande dilema: fazer ou não festa de 1 aninho?


Acontece que, para mim, nunca foi dilema! hahahaha Festa nenhuma foi dilema na minha vida! hahahaha

brancadeneve

Eu sou daquelas que acha que dinheiro de festa é sempre dinheiro bem gasto, que a vida foi feita para ser feliz, que organizar festa é tão bom quanto curtir festa, que a gente DE-VE comemorar cada grande conquista perto de quem a gente ama.

Quem me conhece de outros carnavais, já lia o NMN (Noiva Muito Neurótica), todo um projeto de vida que se organizou ao redor da minha festa de casamento. Tinha sido o dia mais fucking fueda de bão da minha vida – mas que foi superado (e muito!) pelo dia do nascimento da Catarina.

Por isso, eu sempre fiz cara de alface para os comentários do tipo “Ai….festa de um aninho para quê? A criança não entende nada…” ou “Festa de 1 ano é para os pais…”. lembrancinha

Bom, eu tenho dois flashes da minha festa de 1 ano na memória. Juro. hahahaha Não são memórias lindas e agradáveis: eu me lembro de ter acordado no quarto sozinha (a festa foi na minha casa) e achei que estava tudo escuro demais, mas minha mãe logo apareceu com uma tia minha assim que abri a boca. Me lembro também de ter ficado desesperada quando apagaram as luzes para cantar parabéns – não gosto de escuro até hoje. Não lembro o que aconteceu depois, mas se conheço a minha mãe, provavelmente cantaram parabéns de luzes acesas.

1anoEntretanto, o que eu me lembro de fazer (e faço até hoje) é olhar todas aquelas fotos com um carinho infinito. Ver meus pais vivendo vida de “recém-pais”, os queridos da família, gente que não está mais aqui entre a gente, todo mundo me pegando no colo… todo mundo ali para comemorar meu “um ano no mundo”. Eu gosto. Muito. Tem um valor sentimental gigantesco e eu não sei quem eu seria sem aquelas (muitas) fotos.

Só por tudo isso, já valia a festa.

Mais ainda, para mim e para o pai da Catarina o nascimento dela foi uma grande festa. Ela foi muito planejada, muito esperada, muito amada desde o dia 1. Passamos muito tempo imaginando como seria tê-la nos braços, na vida.

E por alguns meses das nossas vidas nos perguntamos se algum dia conseguiríamos ter filhos. Várias vezes colocamos a cabeça no travesseiro à noite achando que não.

O nascimento dela PRE-CI-SA-VA ser comemorado em grande estilo.

Foi assim que decidimos que ela teria uma festinha sim. Mesmo que não curtisse no dia, ela curtiria no resto da vida. E se festa de 1 ano é para os pais, nós faríamos a festa para nós então.festabrancadeneve

Fechamos o buffet quando ela tinha 5 meses. Antes de ter filhos (ou de ser NMN…hahahaha) eu diria que isso é coisa de gente doida. A realidade, entretanto, é que aqui em São Paulo as datas em buffet são concorridíssimas (Cadê a crise quando a gente precisa dela?). Deixar para fechar em cima pode te tirar a chance de fazer a festa onde você quer, no dia e no horário que você quer. Para quem tem um vovô médico morando em outro estado e metade da família longe, isso pode ser bem problemático.

papaiO dia chegou e foi a zona que eu esperava. Meu marido inventou moda e enquanto a maquiadora fazia meu make, ele saiu dar uma volta de carro muito depois do horário da soneca da Catarina para fazê-la dormir. Ele nunca tinha feito isso na vida e resolveu que era um dia tranquilo e bom para tentar e ver no que dava. -_- Coisas de pai. Tenho certeza de que vocês sabem como é.

Ele chegou tarde, me largou sozinha tendo de me aprontar e arrumar sozinha a bagagem da Catarina, com  a  casa cheia de gente, a moça que ia dar um tapa na casa chegando, a cachorra latindo. O apocalipse.

A Catarina chegou dormindo na hora em que ela precisava estar acordada para sair. Ou seja: dormiu 10 minutos e foi acordada.

Estava com dois dentes para estourar.retrospectiva

Havia dormido mal nos últimos dias por causa do movimento na casa.

Levanta a mão quem consegue imaginar o humor da minha filha.

Ao chegar, demos o almoço para ela e fomos trocá-la – troca número 1.

Aí o pessoal começou a chegar. Um pega no colo, pega outro, pega outro. Nada dela dormir, óbvio.

Levanta a mão quem consegue imaginar o humor da minha filha! hahahahaha

O mais engraçado é que as pessoas, em geral, não conseguiam perceber que ela estava de mau-humor. A Catarina é uma criança que não estranha (nem nunca estranhou) ninguém, vai com todo mundo, muito (MUIIIIIIITO) sorridente, adora festas de aniversário, curte de verdade os brinquedos e tals. Faz pose para foto. Fala com todo mundo. Ela não chorava e não deixava de ir com as pessoas. Mas ela não sorria, não falava, não fazia gracinhas. Ela estava com aquela cara de “só observando”, meio brava. Cansada. Sem paciência. Mas tirando a fotógrafa (que já conhece a Catarina de outros carnavais e sabe como ela fica mal-humorada com sono) e o cara da filmagem, que queria fazer o trabalho dele e colocar a Catarina em todos os brinquedos daquele buffet – e ela deixou bem claro que estava zero a fim – ninguém além de mim e do Gustavo deu conta da insatisfação da pessoa.

entradaaniversarioAmamentei várias vezes durante a festa para dar uma relaxada na pessoa e o Gustavo ficou com ela dormindo no sling por quase uma hora. Ela melhorou, mas esteve longe de ser a Catarina de sempre.

Ela chegou em casa e morreu de alegria de abrir os presentes. Escolhia os embrulhos que queria que eu abrisse. Brincou, brincou, brincou e até esqueceu que só havia feito aquela soneca de 50 minutos no sling o dia todo! Esqueceu do dente. Esqueceu de tudo! hahahaha Dormiu antes do horário dela e acordou bem tarde no dia seguinte. 11 horas de sono, direto e reto!

Quando eu descobri o câncer e achei que iria morrer, eu me acalmava de pensar que ela teria as fotos e os vídeos da festa para me ver, ouvir minha voz, me ver com ela. Passava pela minha cabeça que, se eu morresse ali, ela nem iria lembrar de mim.

familiaDepois que me curei, então, valorizo ainda mais os momentos que passamos em família, celebrando a vida, comemorando nosso amor. A verdade é que a gente nunca sabe o que vai ser ano que vem. Temos de ser felizes em todas as oportunidades.

Estou animadíssima para a festinha de 2 anos. Já estou atrasada nos preparativos!

Beijos,

Ise.

Obs.: Sumi no feriado porque estava envolvida com outra festa – a do casamento do meu irmão e da Ju. Catarina foi daminha. Estou seriamente pensando em fazer um post sobre isso! rs

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7 Comentários

Cristina zaago
Responder 12 de agosto de 2016

Linda festa!!Nunca fui contra a festa d um ano e continuo não sendo... Mas agora q eu tive filho, não sei se fiz muita expectativa e m frustrei ou se aconteceu com mais gnt: minhas amigas sumiram... tô d licença maternidade e ninguém bem aqui bater um papo ( vieram 2 mas eu tinha várias... inclusive as do trabalho só vieram 3 umas 15 nao vieram) familiares vieram 1 X e nunca mais, sendo q os cunhados homens não vieram... Depois sao os q mais comem e bebem... Será q eu q tô sendo exigente pra lista ou fui abandonada mesmo? Festa p mim é pra comemorar com as pessoas q gostam da gnt e q gostamos!!! No meu casamento foi um festao amei tudo... mas agora tô tão magoada... Não tive depressão pos parto fiquei super feliz agora tô tendo depressão pos abandono .. Será q no meu caso vale a pena fazer? Tenho medo d não fazer e m arrepender por não ter fotos... tô querendo fazer escondido (fazer algo pequeno e proibir o face...) ou fazer num buffet q cada um paga o seu... daí eu pago p p os mãos próximos... VIPs (pai mãe sogra etc...)

Thais Camargo
Responder 8 de julho de 2016

Concordo plenamente com tudo! Também amo ver as fotos da festinha super simples que meus pais fizeram de 1 e 2 anos, não lembro de nada do dia mas as fotos me fazem sentir querida, sabe? Não tem nada que pague isso. Eu fiz uma festa para 20 convidados no aniversário do meu filho, porque não queria que passasse em branco e foi ótima, ele super curtiu! Esse ano vai ser uma festa maior e sei que vai se esbaldar também. Se vale a pena? SEMPRE VALE!

Jozeane da silva
Responder 8 de janeiro de 2016

Eu fiz o aniversário de um aninho da filha, para mim e meu marido, era para comemorar o melhor presente que tínhamos ganhado, a nossa filha. Pois antes de seu nascimento, tive dois abortos espontâneo. Nada melhor que dividir com os familiares esta conquista.

Priscilla
Responder 13 de outubro de 2015

sim para todas as festas adoro comemorar. Sempre falo ano q vem não vou fazer nada e lá se vão 6 festas (entre play e casa de festa) e 4 na escola. Sim Arthur tem duas festas. Quando engravidei da Manuella já pensei duas festas mas por destino a diferença seria de apenas 12 dias entre os aniversários. Ai pensei bom uma festa para os dois. Mas com diferença de 5 anos os temas são diferentes. Manuella resolveu nascer 1 mês antes, 14 dias antes da festa do irmão ( que seria antecipada pq seria mega impossível comemorar com um bebê de duas) e do seu chá de bebê. Então sua primeira festa foi com 3 meses seu chá de bebê virou chá de apresentação junto com a festa do irmão de 5 anos. Esse ano fiz a de 1 ano e ela aproveitou bastante , mesmo dormindo 1 hora, fiz só dela e do irmão fiz no dia dele mesmo. Coloquei na minha cabeça que ano que vem seria dos 2 juntos mas já desisti pela primeira vez Arthur terá somente festa na escola e um bolo simples em casa apenas nos 4 e vamos passar o dia passeando e a Manuella novamente terá uma festa só para ela. Meu marido está duvidando que eu vou conseguir ficar sem fazer festa para o Arthur pois como ele mesmo fala eu amo festas. Mas vou tentar afinal ele teve todos os anos.

Lisa
Responder 13 de outubro de 2015

SIM pra festinha. De um ano, de dois, de três, de noventa. E não só uma, várias. Você me conhece né Thaise rsrsrrs..... Sim, porque a gente não sabe o dia de amanhã. E poder celebrar o dom da vida é um privilégio que Deus nos dá.

Fernanda Bcw
Responder 13 de outubro de 2015

Faltando comentários meus por aqui... Ainda continuo amando blogs Ise...claro que agora não mais de casamentos e afins mas de babys, culinária, decoração de casa....kkkk e por ai vai.
Isso aqui tá lindoo hein! tenho q pegar um dia e ler tudo ai pra trás... me emocionei na frase " Várias vezes colocamos a cabeça no travesseiro à noite achando que não." Tá dificil, pq a tal crise chegou feio na minha casa quando os planos era o baby esse ano... o futuro a Deus pertence vou eu aqui esperando o que tem por vir por ai.

grande bjo da sua sempre leitora capixaba Fernanda

Phê Brito
Responder 13 de outubro de 2015

Certeza, post sobre ser daminha!
Com relação a câncer, antes de saber que os tumores que eu tinha não eram isso, eu so tinha cabeça pensando no meu pai, que perdi pra essa doença e pra tias que perdi asism tb. Não tem mesmo como não ficar mal e nao pensar na morte. Mas ainda bem que tem sempre gente do lado nos dando apoio.
beijão!!!!

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