Amo ser mãe, mas quero um tempo só para mim!


Na semana passada, eu tinha uma sessão de DLA marcada. Já falei sobre o DLAredux AQUI. Eu já havia remarcado a sessão outras 3 vezes (isso mesmo que você leu) e deixei para o dia em que a minha mãe poderia ficar com a Catarina para que eu fosse à tarde até a Aurya, que fica meio longe da minha casa.

Tudo certo, eu empolgadíssima. Já antegozava a barriga menor e principalmente – eu admito – a drenagem. A massagem é tão, mas tão gostosa que eu relaxo ali. Saio leve, saio outra Thaise. Aqueles minutos só meus são o ponto alto da minha semana, que normalmente é bastante corrida e atribulada uma vez que eu decidi trabalhar fora, ser mãe tempo integral e tocar o blog, que é meu projeto amado, tudo ao mesmo tempo agora. Eu sempre fui assim e costumo me virar bem, desde que eu tenha os MEUS MOMENTOS.

Acontece que mãe raramente pode se dar ao luxo de ter seus momentos, né? Esqueci dessa parte!

Eu sinto muita falta de ter horário de almoço, por exemplo. Quando você trabalha, sai para almoçar, conversar, relaxa enquanto come…faz uma unha, dá uma corridinha para resolver alguma coisa. Isso non ecsiste na vida de mãe que está grudada na cria o tempo todo. Eu ESCOLHI ficar com a Catarina. Não acredito em escola em tempo integral nem em educação terceirizada e sei que a maioria das pessoas não tem opção, que eu sou muito privilegiada. Consegui me programar razoavelmente bem antes de engravidar, abrir mão de boa parte da minha renda, planejar uma gravidez…o que não é possível para a maioria das mortais. Pois bem, o fato dela ficar grudada comigo é assim porque eu desejei que fosse. Mas óbvio que eu sou uma pessoa e essa visão romantizada da maternidade só tira das mulheres o direito de poder ser algo além de mães.

Enfim, eu estava contando com a minha tarde de beleza e relaxamento quando a minha mãe me avisou na véspera, à noite, que não poderia ficar com a Catarina. Ela passou mal, foi ao hospital e ao invés de pesquisar o que causava a dor, enfiaram um monte de remédios nela que a dopariam o suficiente para não conseguir cuidar de nenhuma criança.

Aí meu humor fechou. Fiquei azeda porque comecei a me perguntar o motivo de ser tão difícil fazer algo por mim e para mim. Para algumas pessoas, a válvula de escape está na academia (eu não, vou por obrigação…mas não GOSTO de fazer exercício…rs), para outras num hobby, para outras num happy hour com as amigas. Eu gosto de massagem. Sou naturalmente toda dolorida por causa do transtorno de ansiedadetenho uma dificuldade absurda de desligar a minha cabeça e, para mim, o tratamento é muito mais do que estética pura. É a sensação de que estou me cuidando, de que estou dando jeito no que me incomoda, de que estou deixando o câncer e tudo que ele me trouxe para trás, é a minha vida nova. Não é “um tratamentozinho de estética”, é o meu momento, meu bem-estar e dessa vez eu não iria abrir mão dele.

Não tinha absolutamente ninguém de confiança para ficar com a Catarina no período da tarde. A sitter que me salvava em reuniões e ocasiões de trabalho mudou de área. A ex-babá da Catarina é agora babá do nenê da minha amiga. A família do marido não mora no estado. Mas eu não ia desistir fácil.

Lembrei que alguém me disse que havia a possibilidade de ficar um dia no período integral da escola, com pagamento avulso. A Catarina ama a escola de paixão. Me deu um frio na barriga porque eu acho quase que cruel submeter uma criança que não precisa a tanto tempo na escola. Eu acredito no ócio, no tempo livre, no colo de mãe… mas aí pensei que era só uma vez e era véspera de feriado. Se ela cansasse muito, poderia dormir até a hora que quisesse no dia seguinte.

E assim eu resolvi o meu dilema! Deixei a Catarina brincando com os amigos que ela ama e fui ser um pouco mulher, um pouco Thaise. É raro. Na maior parte do tempo, eu sou a “professora” ou a “mãe da Catarina”. Adoro as duas coisas de paixão, mas ser eu por uma tarde me fez um bem danado! Fui de metrô até a Zona Sul, almocei tranquila (e sozinha!), desci a pé até a clínica. Fiz a minha sessão de DLA enquanto batia papo com a Diully, fiquei feliz da vida com meus centímetros a menos. Saí de lá assim, ó:

dla2 perder barriga perder barriga

Só de pensar que ainda faltam duas sessões, fico imaginando o que ainda vai acontecer! =)

Valeu demais a pena. A Catarina ficou NUMA BOA…comeu TUDO, dormiu, brincou…e eu saí feliz e realizada. Pronta para ser uma mãe melhor simplesmente porque estava me sentindo uma pessoa mais feliz.

resultados

Minha auto-estima já melhorou. Ando muito mais animada para me vestir e me arrumar. Como eu disse, auto-imagem vai além de estética…

Sexta-feira vou à Aurya de novo. Ainda não sei bem onde a Catarina vai ficar. Mas sei que eu vou curtir o meu tempo, só meu. Simplesmente porque eu gosto, eu preciso, eu quero!

Ah…outra coisa! Tem muita gente que está indo fazer o DLAredux porque leu sobre ele aqui no blog. Escrevam suas impressões aqui nos comentários que estou curiosa. E olha só: tem desconto rolando para quem é leitora minha! =) Não esqueçam de perguntar. Se não perder pelo menos 8cm na sessão, não paga!

Beijos felizes,

Ise.

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2 Comentários

Clarice da Cunha
Responder 26 de dezembro de 2017

Oi Thaise! Vim parar no teu blog enquanto procurava uma receita low carb e estou achando muito legal. Ainda não naveguei muito por ele (estou no trabalho, o chefe acabou de sair e eu resolvi aproveitar... rs), mas já gostei de muito do que eu li. Também sou mãe (um menino de 6 anos e meio que vai começar a 1ª série em 2018) e me chamou muita atenção o título do teu post, porque é basicamente como eu me sinto o tempo todo. Desde que o Lucas nasceu, meu marido e eu vivemos num misto de "esse guri não vai dormir?" e "ah, ele tá dormindo, já to com saudades de conversar com ele"... rs.
Uma diferença aqui de casa é que o Lucas sempre ficou na escola em tempo integral (desde um ano e meio de idade). Tivemos o privilégio de ter meus pais por perto até essa idade, pra que ele não precisasse começar a escola tão cedo, mas infelizmente a necessidade não nos permite passar mais tempo com ele. Inclusive nesse momento ele está na casa dos avós e só vai voltar pra casa em 2 meses. E provavelmente nem vamos conseguir viajar pra vê-lo durante esses dois meses. É uma tortura! Mas a gente não se sente culpado, porque o tempo que passamos com ele é sempre de muita qualidade. Então não se preocupe em de vez em quando deixar tua pequena na escola mais do que gostarias pra poder curtir um pouco teu tempo sozinha. Se tens confiança de que a escola é um lugar seguro e que ela gosta de lá, vai sem medo! Pense que é quase que um investimento na relação de vocês duas, pois quando tu paras pra cuidar de ti, voltas mais disposta também pra cuidar dela.
Um grande beijo!!!

    Thaise Pregnolatto
    Responder 26 de dezembro de 2017

    Que mensagem deliciosa!!! E que sofrêêência! 2 meses!!! Caímos sempre na necessidade, né? O segredo é fazer mesmo limonadas com os limões que a vida dá! Beijos enormes e obrigada pelo carinho! Obs.: Falo muito de lowcarb lá no insta!

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